segunda-feira, 12 de junho de 2017

Triste saber


Que nossos amigos são presentes em momentos aonde estamos bem na vida.

Ver que nossos familiares estão a nossa procura quando é para perdi algo.

Sentir na pele que o respeito na classe trabalhadora é algo quase em extinção.

Ouvir de nossos companheiros de trabalho que a meritocracia é o único caminho a seguir.

Entristecer ao ouvir palavras que doem mais do que vários tapas na cara.

Perceber que é mais valioso um acessório eletrônico do que uma amizade.

Ter que conviver com pessoas egoístas para sobreviver.

Saber que somos o tempo todo explorados fisicamente e mentalmente.

Não entender o medo que as pessoas tem sobre o seu próprio corpo.

Alienação diária que os meios de comunicação fazem com a população.

A troca de valores do abstrato pelo o concreto.


Viver em sobrevivência diária.

Não aceitar a diferença do outro.

Um dia, uma amiga me falou:
-São Paulo é uma máquina de moer gente.
Então, eu ri e falei:
- Que nada, é apenas conversa.

Depois de 06 anos vivendo a loucura e ao mesmo tempo a paixão que é a cidade de São Paulo, percebo que a cidade é tudo aquilo que somos e produzimos em todos os momentos de alegria e tristeza,


Triste saber que apesar de não vivemos de sonhos, é saber que o sonho é necessário para aceitar tudo isso que vivemos diariamente...

Fonte: 
http://www.oversodoinverso.com.br

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"A capoeira é assim".

“A capoeira é assim”, como diria uma música, o tempo passa e o que nós trazemos com ele é nosso corpo adaptado e se adaptando com as mudanças e a mente que sempre se atualizando com todo o conhecimento adquirido com o tempo.
 



















A pratica de uma manifestação cultural que se camufla como um camaleão, que vira luta quando é preciso, brinca para deixar seus jogadores mais à vontade para realizar o jogo de ataque e defesa, mandinga, destreza, agressividade, molejo e no final do jogo um aperto de mãos. E todo seu aspecto cultural que está interligada entre outras manifestações.




















Férias com treino para deixar corpo e mente mais saudáveis para esse 2016 com grandes desafios.








quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mês da Consciência Negra: Oficinas para crianças abordam também a lei de povos tradicionais.

Blog Tantim De Cultura“A Assembleia Geral da ONU proclamou o período entre 2015 e 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237) citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade. Tal como foi proclamada pela Assembleia Geral, o tema para a Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A cada ano vamos percebendo ainda mais avanços na política internacional acerca do reconhecimento dos direitos dos afrodescendentes. Reconhecimento este que vem refletindo diretamente em nossa maneira de nos relacionarmos com o outro, e com nós mesmos, diante das diferenças.


Blog Tantim De Cultura O evento da ONU, por exemplo, ao proclamar a próxima década como Internacional de Afrodescendentes, abre uma importante porta para toda manifestação ligada a grande gama cultural que brota daquele continente.

Novembro, aqui em nosso país, é quando se comemora o mês da consciência negra, e, com isso o momento faz com que os trabalhos sobre a cultura de matriz africana tenham algum destaque a mais em espaços de cultura, escolas públicas e privadas. Trabalhar tal tema é trabalhar a lei 10639, que obriga as escolas a terem conteúdos de matriz africana em suas grades curriculares.

Neste sentido, foi realizado na cidade de São Paulo, um trabalho sobre cultura negra e indígena em parceria com a escola de ensino infantil Armando de Arruda Pereira. Participaram de várias atividades culturais cerca de 400 crianças, com idade entre 04 e 06 anos. Todas as atividades foram elaboradas com base nas leis 10639, que obriga o ensino da cultura de matrizes africanas em sala de aula, e a lei 11645, que obriga o estudo da história dos povos afrodescendentes e indígenas.

As aulas que foram trabalhas:
  •       Aula de capoeira.
  •      Aula de maculelê (Dança dos bastões).
  •       Desenhos e pinturas de escudos e máscaras africanas.
  •       Contação de histórias sobre o povo indígena.

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Em todas as aulas as crianças demostraram grande interesse pela a abordagem que ali estava sendo feita.

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Meus agradecimentos a toda direção da escola por ter abraçado o projeto e a tod@s professores que deram suporte às aulas. Destaco o papel importantíssimo da minha família, pois a construção da proposta das aulas foi feita em conjunto com a minha companheira Roseli Oliveira e a inspiração para o lúdico, como sempre, veio das brincadeiras com o meu filho de quatro anos. No geral, só tenho a agradecer, pois tod@s saem ganhando com essas parcerias: eu e meu trabalho, a capoeira, escola, as crianças e, acima de tudo, a sociedade brasileira, que se enriquece a auto estima de seu povo com os frutos desse trabalho, pois uma criança que tem acesso a outras culturas, que na verdade ajudaram a formar a cultura em que ela vive, será uma criança mais flexível com a cultura d@ próxim@.


Obrigado e até a próxima!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PORQUE OS CAPOEIRISTAS NÃO SE MANIFESTAM EM PROL DA DEMOCRACIA?!



Todos esses momentos que o nosso país está vivendo, o movimento dos estudantes em defesa de seu ambiente escolar no estado de São Paulo, dando a cara para bater, no sentido real da coisa. Com toda essa hipocrisia de pessoas públicas que foram eleitas através do voto democrático, e mesmo assim, essas figuras, ficam tentando a cada dia de seu mandato apenas em cuidar de: proteger seu patrimônio, suas riquezas ilícitas, suas contas na Suíça; tentando dar um golpe contra a democracia, goela a baixo do povo. E mesmo assim, o que vemos são as mesmas personalidades dando a cara para bater.

Todas as políticas públicas que temos em nosso país, as pessoas desfrutam dessas conquistas, e nessa hora que o Brasil precisa do apoio em massa, o que nos deparamos é apenas com um bairrismo de grupos, que só querem cuidar do seu mundinho. Acorda gente!

Como negro, pai, estudante e capoeirista (destaco aqui: negro e capoeirista, pois sei de onde vim) estou, a cada dia, tentando tirar em minhas atitudes a essência para fortalecer mais ainda meus princípios. Deixo claro, qual é meu ponto de vista em todo esse processo que nosso país vive hoje. Sei que cada um tem seu ponto de vista, mas agora é deixar de lado as diferenças e o orgulho e partir para as ruas gente! Se não, vai ocorrer um holocausto político, social e cultural em nossa nação.

Enquanto muitos ficam em seus mundinhos, o mundo real é outra história. Podemos ter tempos de trevas e de muito sangue de branc@s e negr@s, mas principalmente de negr@s.

Minha preocupação em fazer esse texto aqui foi: Com tantas associações, federações, confederações, redes de grupos e escolas de capoeira, porque não se manifestam em prol do governo que mais deu viabilidade para a nossa arte, a CAPOEIRA? Se estão tentando ajudar, deve ser algo secreto demais, ou é o “clube do bolinha” que só os membros sabem dessas informações sigilosas?!

Se esperarmos sempre que a atitude venha do vereador, prefeito, governador, deputado e senador, a nossa opinião própria onde está? Onde está a coragem de lutar? Cada capoeirista tem um e uma guerreir@ dentro de si. Agora é hora de lutar!

Parei para me perguntar isso hoje, como capoeirista e negro, pois me orgulho em poder destacar essas duas posições, aonde estão os grandes mestres que estão nos editais, pontos de cultura, casas de cultura que o governo auxilia com verbas governamentais, através de iniciativas que deram uma movimentação e desenvolvimento da cultura no meio da CAPOEIRA? E o que percebo são pessoas acuadas, com o rabo preso, pessoas que criticam político corrupto, mas quando podem, fazem sua própria "corrupçãozinha", né?! Que explora seus alunos através da terceirização de trabalho, e viram verdadeiros capitães do mato, feitores! Que mesmo às vezes sendo negr@, não pensa que em todos os processos históricos, até hoje, são os NEGR@S que mais se prejudicam e sofrem!!

O que me alegra, por outro lado, és que tem outr@s capoeiristas que estão na luta contra esse golpe que está batendo em nossa Constituição.

GALERA DA CAPOEIRA, É HORA DE DEIXAR SUA BANDEIRA DE GRUPO DE LADO E FAZER UM MOVIMENTO REAL DE APOIO A PRESIDENTA DILMA. OS GRUPOS DE TODAS AS REGIÕES DO BRASIL PRECISAM COMEÇAR A MANIFESTAR SEU APOIO, ASSIM COMO OS ARTISTAS, INTELECTUAIS E TANTOS OUTROS JÁ COMEÇARAM, POIS, O PARTIDO QUE FEZ MAIS PELA CAPOEIRA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, FOI O PARTIDO DOS TRABALHADORES-PT, E PONTO FINAL.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Programa de Atividades para a Implementação da Década Internacional de Afrodescendentes


A Assembleia Geral da ONU proclamou o período entre 2015 e 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237) citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade.
Tal como foi proclamada pela Assembleia Geral, o tema para a Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

Objetivos da Década
Os principais objetivos da Década Internacional são:
Implementação do Programa de Atividades
A implementação do Programa de Atividades da Década Internacional de Afrodescendentes, que foi aprovado pela Assembleia Geral, deve ser implementado em vários níveis.
Em nível nacional, os Estados devem tomar medidas concretas e práticas por meio da adoção e efetiva implementação, nacional e internacional, de quadros jurídicos, políticas e programas de combate ao racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata enfrentados por afrodescendentes, tendo em conta a situação particular das mulheres, meninas e jovens do sexo masculino nas seguintes atividades:
Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e as organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras coisas, sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de Durban e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ajudar os Estados na implementação plena e efetiva de seus compromissos no âmbito da Declaração e Programa de Ação de Durban, recolher dados estatísticos, incorporar os direitos humanos nos programas de desenvolvimento e honrar e preservar a memória histórica de pessoas afrodescendentes.
Três gerações dos Gangá Longobá. Os Gangá Longobá foram escravizados e forçados a trabalhar nos canaviais no século XIX (Cuba). © Sergio Leyva Seiglie, They Are We Project

Há também uma série de passos e medidas a serem tomadas pela Assembleia Geral da ONU, incluindo a nomeação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) para atuar como coordenador da Década, a criação de um fórum para servir como um mecanismo de consulta, a convocação de uma avaliação final da década, bem como garantir a conclusão da construção e da inauguração, antes da revisão intercalar em 2020, de um memorial permanente na sede da ONU em homenagem à memória das vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos.

Acesse o texto completo do Programa de Atividades (PDF)

sábado, 3 de outubro de 2015

No País do Racismo Institucional e A Representação Social do Negro no Livro Didático O que mudou? Por que mudou?


“No Brasil, o Racismo Institucional é informado por uma maneira notadamente peculiar de lidarmos com a questão racial. A ideia de que, pelo fato de não possuirmos segregações raciais legitimadas por um aparato jurídico, e as distinções territoriais e simbólicas não serem nomeadas através de dualismos de cor como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, construímos nosso cotidiano de forma harmoniosa no que diz respeito à questão racial, finda por legitimar o privilégio da população branca, silenciando parte considerável da população negra e perpetuando uma desigualdade que se mantém sempre sob o atributo da diferença social. Esta estratégia de lidarmos com a questão racial, a tão propalada Democracia Racial, foi amplamente teorizada e legitimada por Gilberto Freyre na obra Casa Grande e Senzala que, ao se apresentar como um estudo histórico factível da nossa constituição societal, clama por uma sociedade estruturada de maneira notadamente harmoniosa no quesito racial. Para Freyre, o tão chamado elemento português não possuía preconceito de raça e sim, apenas de religião. Um dos argumentos de sustentação da sua tese é a abertura do português para a miscibilidade que acabou obnubilando as demarcações raciais, garantindo uma convivência pacífica”.

Link para download: 



A Representação Social do Negro no Livro Didático
O que mudou?
Por que mudou?

 "Este livro é resultado da pesquisa intitulada As transformações da representação social do negro no livro didático e seus determinantes, apresentada como crédito para obtenção da titulação de doutora em educação, defendida em maio de 2001. Tive como objeto de investigação a representação social do negro no livro didático de Língua Portuguesa de Ensino Fundamental de 1º e 2º ciclos, da década de 90 e os autores dos textos e ilustrações desses livros.
Investiguei as transformações ocorridas nessa representação e os fatores que as determinaram."

Autora: Ana Célia da Silva



Link para o download:

Fonte:
http://media.wix.com/
http://rmirandas.wix.com/